quinta-feira, 30 de maio de 2019

Permita-se





Permita que eu te toque aonde dói

E com amor te cure o que corrói!
Permita que minhas palavras te fortaleçam
E com carinho elas te acolham!
Permita que tudo em nós faça sentido
E que em mim você tenha abrigo!
Permita... apagar as sombras do passado
E no seu íntimo ser abençoado!
Permita que a luz te toque a alma
E em Ti tudo se faça calma!
Permita-se: Renascer!
E nesse mundo melhor: Viver!


Tatiana Moreira


domingo, 19 de maio de 2019

O amor em mim...


O amor que existe em mim...
É algo que transcende o corpo
O amor que eu sinto é o de alma
É olhar com compaixão o meu próximo,
Ver nele alguém que também sou
É não ser indiferente a sua dor
É compreender as suas angústias
É poder olhar nos olhos de quem falo
É tocar nas mãos de quem precisa
É pacificar a dor de quem necessita
Meu jeito de dizer que te amo
Está na forma como lido com tudo
Está no cuidado que dedico à natureza
Está na atenção que tenho aos animais
Está no respeito que mantenho por todos
Assim... Falo de amor!
Assim... Dedico o amor!
Assim... Expresso o amor!
Somente assim...
Transmito o que transborda em meu coração
Dedicando ao próximo e a vida, o meu amor sincero.




Tatiana Moreira


segunda-feira, 13 de maio de 2019

Livre...



Sou livre até mesmo quando eu me prendo

Mas, as surpresas da vida trazem desalento

Permanece na memória o que tenho apreço

Ironia do destino que me enlaça e desconheço



Nessa liberdade que me pego vivenciando

Torno livre quem eu necessito ter por perto

Quem sabe volte... Se achar que eu mereço

Ou mesmo se afaste... Assim eu o esqueço



Dou-lhe autonomia até mesmo antevendo

Que não acabará a raiz desse sentimento

Penso que só paixão traz tanto embaraço

Que no âmago da alma ocupa tanto espaço



Sou livre... Deixo livre... E estou sobrevivendo

Afasto do corpo o que carrego em pensamento

Desvio da mente o mundo que não pertenço

Força para esquecer. Ao meu coração, eu peço!



Tatiana Moreira


quinta-feira, 2 de maio de 2019

Diz o meu nome



Diz o meu nome
pronuncia-o
como se as sílabas te queimasse os lábios
sopra-o com a suavidade
de uma confidência
para que o escuro apeteça
para que se desatem os teus cabelos
para que aconteça

Porque eu cresço para ti
sou eu dentro de ti
que bebe a última gota
e te conduzo a um lugar
sem tempo nem contorno

Porque apenas para os teus olhos
sou gesto e cor
e dentro de ti
me recolho ferido
exausto dos combates
em que a mim próprio me venci

Porque a minha mão infatigável
procura o interior e o avesso
da aparência
porque o tempo em que vivo
morre de ser ontem
e é urgente inventar
outra maneira de navegar
outro rumo outro pulsar
para dar esperança aos portos
que aguardam pensativos

No úmido centro da noite
diz o meu nome
como se eu te fosse estranho
como se fosse intruso
para que eu mesmo me desconheça
e me sobressalte
quando suavemente
pronunciares o meu nome


Mia Couto